Jannah Theme License is not validated, Go to the theme options page to validate the license, You need a single license for each domain name.
ArtigoNotíciaPostPublicação

LEÃO E AS ESCOLHAS DOS BISPOS NO BRASIL – Parte I

Imagem gerada por IA

Por Jorge Alexandre Alves*

O texto a seguir é a primeira parte de um longo artigo que se propõe a refletir sobre as escolhas dos futuros arcebispos de quatro das principais sedes eclesiásticas da Igreja do Brasil. Nas linhas que se seguem, colocaremos em perspectiva as possibilidades de mudanças no perfil do episcopado brasileiro que a nomeação para Aparecida parece indicar. No segunda parte desse artigo, na próxima semana, serão discutidos perfis e padrões nas escolhas dos bispos brasileiros.

Semanas atrás, vários órgãos da imprensa brasileira deram destaque a sucessão episcopal que ocorrerá em lugares considerados emblemáticos para a Igreja no Brasil. Aparecida, São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus são sedes arquiepiscopais muito importantes. Os novos titulares destas arquidioceses, diziam as matérias, poderá indicar o perfil de liderança que Leão XIV deseja para o catolicismo no Brasil.

A indicação de Dom Mário Antônio para Aparecida, sucedendo a Dom Orlando Brandes foi muito bem recebida pelos segmentos católicos mais identificados com a proposta de uma Igreja em Saída. Entretanto, apesar de ampliar esperanças de mudanças significativas, ainda é muito cedo para que se enxergue nessa nomeação uma mudança no padrão das escolhas dos bispos para as dioceses brasileiras.

No pontificado anterior, a despeito do grande Bispo de Roma que Francisco foi, no Brasil havia uma máquina muito bem azeitada em escolher candidatos ao episcopado que, na prática, não eram muito identificados com as principais intuições e com o projeto de Igreja que Bergoglio queria imprimir. Precisamos levar em conta que havia um clima de guerra civil interna durante a maior parte do papado anterior, conforme sinalizou em inúmeras oportunidades o vaticanista Marco Políti.

Em países como  Espanha, na Itália e, de forma mais ostensiva, nos Estados Unidos, desafios e desrespeitos à autoridade de Bergoglio ganharam proporções nunca antes vistas na história contemporânea do papado. No Brasil  não tivemos algo nessa proporção, salvo nas redes digitais – em que grupos e influenciadores com muitos seguidores mas pouco numerosos na prática reproduziram alguns desses absurdos – onde houve muitos incômodos com o pontífice argentino.

Mas isso não significa que o pontificado de Bergoglio teve adesão irrestrita pelo catolicismo em nosso país. Ao contrário, na Igreja do Brasil  se estabeleceu uma tenaz resistência ao magistério de Francisco. No episcopado, essa resistência nunca foi explícita e nem ostensiva, mas foi eficiente atuando nas sombras.

Por um lado, foram “empurrando com barriga” as grandes intuições do predecessor de Leão XIV, na esperança (frustrada) de um breve pontificado e um retorno ao inverno eclesial que caracterizou papados anteriores. Esse empurrar com a barriga se traduziu em certo silenciamento dos grandes temas do Magistério de Francisco. Também houve o empobrecimento dos debates locais  acerca dos sínodos convocados por Bergoglio, com a marginalização de iniciativas que se conectavam ao projeto de uma Igreja em Saída, como as Campanhas da Fraternidade.

Por outro lado, opositores às reformas da Igreja estabeleceram uma articulação sofisticada, cujos elos perpassam por eminentes purpurados, a Nunciatura Apostólica (não é novidade, como já assinalava Pedro Casaldáliga nos anos 1980) e segmentos do Dicastério dos Bispos, curiais que se opunham à  Francisco. Ainda assim, tivemos boas nomeações episcopais nesse período, mas pairava a sensação de prevalecer a lógica de se “dar uma no cravo e outra na ferradura”.

Mas a estratégia dessa oposição não se limitava a seleção de candidatos ao episcopado com perfil menos alinhado à Bergoglio. Em movimento digno de jogo de xadrez, uma série de grandes nomes do episcopado brasileiro, muito identificados com o antecessor de Leão, foram transferidos entre 2023 e  2025 para novas dioceses. E em alguns regionais, os que são elevados ao episcopado ou transferidos para novas dioceses poderiam estar acometidos daquelas 15 doenças da Cúria Romana a que Francisco se referiu certa vez.

Com a eleição de Leão XIV, após um conclave cheio de reviravoltas, como descrito por Gerard O’Connell em sua mais recente publicação (The Election of Pope Leo XIV: The Last Surprise of Pope Francis, ainda sem edição em português), muitos acreditavam que o novo pontífice trouxesse a Barca de Pedro para outras direções. No entanto, Leão XIV tem se mostrado muito sintonizado com as principais intuições de seu antecessor.

Ainda que seja mais reservado e de estilo diferente de Bergoglio, o  Papa Prevost começou 2026 dando muitos sinais de que continuará e completará a agenda iniciada por Francisco, mesmo com um perfil mais discreto. Sem romper com certos símbolos do papado, fazendo fortes apelos à unidade interna da Igreja, Leão XIV passou seu primeiro ano tentando sustar o ambiente de guerra desencadeado pelos opositores de Bergoglio.

O Pontífice integrou a Cúria Romana no dois últimos anos do pontificado anterior. Portanto, foi testemunha ocular desse ambiente de guerra civil e da resistência de segmentos da Cúria às mudanças propostas por Francisco. Ele próprio talvez tenha sido vítima de quem resistia encarniçadamente às transformações em curso na Igreja.

Possivelmente Bergoglio já tivesse Robert Prevost em seu radar para secedê-lo. Embora norte-americano, sua trajetória foi na maior parte do tempo vivida na América do Sul, fora os anos em que foi Superior Provincial de sua Congregação. Sob certa perspectiva, Leão XIV também pode ser lido como mais um Papa do fim do Mundo. Mais até que Bergoglio, que era arcebispo de Buenos Aires, já que o Pontífice agostiniano foi bispo de uma diocese periférica do norte peruano antes de ir para a Cúria Romana.

Os dois anos como Prefeito do Dicastério dos Bispos certamente lhe possibilitaram fazer um acurado diagnóstico da Cúria Romana e observar de um lugar privilegiado os principais problemas da Igreja. Ganhou a experiência necessária para fazer o que fosse preciso caso fosse conduzido à Cátedra de Pedro, como de fato ocorreu. A última surpresa de Francisco?

Neste começo de papado, O ministério petrino de Leão continua na mesma linha de Francisco, no que diz respeito ao papel da Igreja no Mundo, sobretudo em tempos de guerra. O Papa demonstra ter visão de mundo antagônica a de seu conterrâneo Trump. E tem alertado a seus interlocutores dos perigos da Extrema-Direita no mundo.

A questão ideológica também preocupa o Pontífice no plano interno da Igreja. Aos bispos espanhóis, em fevereiro afirmou que sua maior preocupação é o avanço da ultradireita porque ela tenta instrumentalizar a Igreja e o Cristianismo em geral. É um fenômeno que ocorre em outros lugares, como nos EUA e no Brasil.

Diante de situação tão grave, Leão continua a apelar para a unidade da Igreja, mas tem escolhido figuras de perfil progressista para funções-chaves no episcopado das igrejas nacionais. Têm sido assim na América do Norte e na Itália. Um episcopado mais alinhado com as reformas da Igreja pode ser o caminho escolhido por Prevost para reconstituir a unidade da Igreja Universal.

No caso brasileiro, a sua primeira grande nomeação pode significar alguma coisa semelhante. As nomeações para Rio, São Paulo e Manaus, caso os indicados tenham o mesmo perfil do novo arcebispo de Aparecida, indicarão efetivamente essa mudança de orientação.

Mais, significará uma efetiva derrota dos operadores da máquina conservadora de fazer bispos conservadores brasileiros, sejam eles purpurados da antiga oposição a Francisco, agentes na Nunciatura Apostólica e curiais do Dicastério dos Bispos. Se isso realmente vai acontecer, saberemos nos próximos meses. A conferir.

Resta saber se Leão XIV, tendo ele mesmo sendo testemunha ocular do estado de guerra civil instaurado contra Francisco na Cúria Romana, terá as condições necessárias e a coragem para desmontar o dispositivo conservador que atua na composição do episcopado brasileiro. Nesse sentido, é necessário tratar de perfis e candidatos, ainda que isso não seja hábito nas análises eclesiais sobre o catolicismo brasileiro.

Aliás, muito se sentem incomodados com esse tipo de abordagem. Todavia, cabe destacar que na Itália ou na América do Norte isso é feito  costumeiramente, sem causar tantos pruridos.

Talvez isso ocorra porque parte dos analistas no Brasil estejam vinculados a entidades religiosas como as universidades, ou a carreira eclesiástica. Com efeito, romper certos limites pode levar a consequências indesejáveis mais adiante. Neste caso, é compressível, sobretudo para quem sobrevive de estudar e pensar a Igreja do Brasil, manter certa reserva nesse assunto. Afinal, a tolerância com o pensamento crítico e a análise independente pode ser baixa em determinados ambientes e sobre certos temas. Teólogos leigos que o digam…

Se o padrão das nomeações episcopais na Igreja do Brasil  nesta década se mantiver, prevalecerá a lógica de “uma no cravo, outra na ferradura”. Neste caso, poderíamos arriscar que, tendo a sucessão em Aparecida ocorrido em uma direção, das três grandes sucessões que restam, mais uma acompanharia a que nomeou Dom Mário Antônio para o lugar de Dom Orlando Brandes. Outras duas seguiriam uma orientação diferente.

Nesse sentido, temos Manaus, no coração da Amazônia Brasileira, com  maior visibilidade internacional. O perfil do sucessor do franciscano Leonardo Steiner indicaria uma mensagem clara de continuidade com o magistério de Francisco nas questões ambientais, garantindo a enorme credibilidade da Igreja no tema. Nem os conservadores forçariam uma guinada de 180 graus nesse perfil.

Além disso, Leão XIV indica com solidez que seu Ministério Petrino está em sintonia e continuidade com o Magistério de Francisco. Provavelmente o futuro arcebispo da capital amazonense será um experimentado bispo da região, quem sabe um religioso de mesmo carisma do único cardeal da região norte.

Se Manaus sinaliza uma mensagem para o mundo, São Paulo e Rio de Janeiro indicam tendências para a Igreja no Brasil. A capital do estado mais rico da federação é a grande megalópole brasileira, sua importância em todos os sentidos é indiscutível. Seu atual arcebispo foi apontado pelos vaticanistas como o Candidato da Cúria Romana no Conclave de 2013, que elegeu o Cardeal Jorge Bergoglio para a Sé de Roma.

As especulações sobre seu sucessor indicam um importante prelado do sul do Brasil, visto como moderado pela grande imprensa. Mas em ambientes eclesiais, há outra percepção, a qual este eclesiástico seria conservador, mas aberto ao diálogo.

O Rio de Janeiro é a segunda maior cidade brasileira. Sua arquidiocese é a única no país cuja extensão é exatamente a mesma área do município onde está instalada. A arquidiocese possui um grande seminário maior, que acolhe candidatos  ao presbiterato oriundos de várias dioceses brasileiras.

A sucessão do atual cardeal-arcebispo do Rio talvez seja a mais estratégica de todas. A linha teologico-pastoral do futuro arcebispo indicará o quanto Prevost conhece a Igreja do Brasil e em qual rumo ele pretende colocar o episcopado brasileiro. Há quem avalie que Francisco, talvez por ser argentino, delegou as nomeações para o Brasil para seus auxiliares brasileiros na Cúria, incluindo diretamente apenas pontualmente.

O caso do Rio de Janeiro é bastante complexo. Trata-se da outra megalópole brasileira, cidade historicamente vista como capital cultural do país, principal destino turístico brasileiro e vanguarda de muitos movimentos que protagonizaram a vida nacional. Hoje, a Cidade Maravilhosa se vê assolada pela violência das facções do tráfico de drogas e das milícias, pela falência do seu transporte público e pelo esfacelamento do poder político em nível estadual.

O Rio de Janeiro também é sede do maior grupo midiático do Brasil, que muitas vezes se coloca publicamente como uma voz católica, uma vez que sua principal concorrente pertence a uma confissão evangélica. Portanto, a tarefa do arcebispo da capital fluminense implica em lidar diariamente com vários aspectos de uma realidade extremamente desafiadora, e  exercer certo protagonismo na vida da cidade, sendo uma voz relevante no debate público sobre as grandes questões locais.

Além disso, pesa o fato de historicamente ser uma arquidiocese profundamente conservadora. O reacionarismo político e uma estrutura eclesial mais preocupada com a devoção dos fiéis e as questões internas do catolicismo é uma marca do Rio de Janeiro desde Dom Sebastião Leme, há mais de um século. Ou seja, trata-se de uma marca que atravessou pontificados  sem se modificar significativamente.

Portanto, a sucessão episcopal no Rio de Janeiro assume grande importância. Um novo arcebispo cuja orientação indique uma vontade de Leão XIV em transformar esse histórico conservador encontraria grandes resistências e teria muitas dificuldades em mexer com estruturas há décadas cristalizadas. Entretanto, se o Papa está preocupado com a influência nefasta da extrema-direita no catolicismo, alterar a conjuntura local seria tarefa urgente.

Nos últimos 40 anos, o Rio de Janeiro se tornou pólo irradiador do conservadorismo católico no Brasil, e exerceu enorme protagonismo na busca da “Volta a Grande Disciplina”, que caracterizou o pontificado de João Paulo II para a Igreja no Brasil. Diante desse histórico, será que existe um candidato com personalidade decidida, resiliente o suficiente para fazer os enfrentamentos e exercer o profetismo necessário para tamanhas mudanças, caso seja essa a vontade de Leão?

Dessa forma, considerando a tendência das nomeações episcopais realizadas nesta década, a lógica seria manter  uma certa continuidade no Rio de Janeiro, como em São Paulo. Até porque Aparecida e provavelmente Manaus indicam um determinado perfil na sucessão destas circunscrições eclesiásticas.

No caso da capital fluminense, faziam-se  especulações sobre dois nomes, ambos do Planalto Central e com experiência pregressa no “purgatório da beleza e do caos” que se tornou a outrora Cidade Maravilhosa. O primeiro deles perdeu força na medida em que o Papa prorrogou por mais um período a permanência do atual arcebispo à frente de sua arquidiocese. Além de rumores sobre seus predicados como administrador, pesa a idade também. Seria uma surpresa se o próximo arcebispo do Rio de Janeiro vier para exercer uma espécie de episcopado tampão como foi na sucessão de Dom Eugênio Sales.

O outro candidato, purpurado, tem buscado  exercer com avidez certo protagonismo vinculado à sua posição eclesiástica. Não são poucos os que, reservadamente, entendem que seja o principal candidato à sucessão na arquidiocese carioca e que estaria ele próprio fazendo gestões para que fosse o escolhido do Papa.

Contudo, tanto este quanto o prelado que especulam para a sucessão na capital paulista já são cardeais da Igreja. Como os atuais arcebispos de Rio e São Paulo também são cardeais da Igreja, os nomes especulados só teriam alguma chance caso os resignatários já tivessem 80 anos, por deixariam de ser eleitores em um conclave. Não há precedente recente na história da Igreja em que uma (arqui)diocese tivessem dois cardeais eleitores ao mesmo tempo. Uma vez que os atuais titulares não ficarão até os 80 anos à frente de suas arquidioceses, é pouco provável que os nomes ventilados sejam, de fato, os sucessores. Mas não podemos subestimar as articulações ocultas do grande público que são feitas neste momento.

Mas, em uma linha de continuidade com o atual estado de coisas, quais perfis despontam na sucessão das duas maiores metrópoles brasileiras? O caso de São Paulo tem alguns elementos a serem levados em conta.

Desde que Dom Carlos Vasconcelos Motta foi transferido de São Luiz para São Paulo, nenhum outro arcebispo de São Paulo veio de fora do próprio Estado. Roma, talvez pela importância e pela complexidade da capital paulista, tem nomeado prelados da própria região. Dom Agnello Rossi era arcebispo de Campinas antes de ir a São Paulo. Dom Paulo Evaristo Arns e o atual titular da Arquidiocese de São Paulo eram bispos-auxiliares na cidade antes de assumirem a direção desta igreja particular.

Considerando esse histórico, é pouco provável que o sucessor de Dom Odilo Scherer seja alguém de fora do Estado de São Paulo. Possivelmente pode ser até mesmo um bispo-auxiliar. Mas poderia ser também não alguém que atuou em dioceses paulistas, mas alguém nascido no Estado.  Consequentemente, até poderia ser um importante curial brasileiro, com quem Prevost inclusive atuou antes de se tornar Sucessor de Pedro.

Neste caso, seria um episcopado que duraria aproximadamente uma década e que talvez resolvesse um problema para Leão XIV. O papa desmontaria a partir da Cúria a máquina conservadora de produzir bispos para o Brasil, e formalmente daria um “prêmio por bons serviços prestados” a quem serviu por três pontificados em Roma. Seria mais uma vez aplicado o princípio muito usado no Vaticano: _Promoveatur ut amoveatur_.

Já para terras cariocas, um importante prelado de destaque nacional seria uma possibilidade real, talvez o principal candidato, a partir do que vem sendo as nomeações episcopais para o Brasil nos últimos anos. Com a experiência adquirida no cotidiano da conferência episcopal, se apresenta como uma continuidade conservadora para a complexidade de um ambiente eclesial como o do Rio de Janeiro.

Porém, outro nome corre por fora. Trata-se de um bispo do próprio regional, formado como sacerdote no ambiente muito conservador de uma cidade serrana do estado e depois pós-graduado em uma instituição muito identificada com segmentos católicos ultraconservadores. Como bispo em uma diocese marcada pela pobreza e pela violência urbana, imprime aspectos conservadores inerentes à sua própria trajetória. Ao mesmo tempo, tem demonstrado alguma sensibilidade pastoral e dialogado com quem atua na área social.

Na capital, não mexeria com estruturas conservadoras há muito tempo constituídas. Mas talvez se posicionasse de forma um pouco mais crítica as graves questões que hoje atravessam o Rio de Janeiro.

A análise feita até aqui está baseada em certo padrão identificado ao longo dos últimos anos na Igreja do Brasil, no que se refere às nomeações episcopais. Entretanto, se Leão XIV fizer no Brasil as mudanças que está realizando nos EUA, por exemplo, teremos um outro panorama.

O melhores candidatos a essas sucessões, dentro do espirito de mudanças e reformas propostos pelo Papa Bergoglio e que Prevost parece solidamente  continuar, foram estrategicamente transferidos para novas circunscrições eclesiásticas recentemente. Transferí-los em tão pouco tempo seria algo sem precedentes desde o Vaticano II.

Finalizando, se o Bispo de Roma estiver decidido a modificar o perfil do episcopado brasileiro, novos desafios se apresentarão. O perfil dos candidatos assumiria outros contornos. Nomes existem, mas pensar a respeito seria tema de um outro artigo.

* sociólogo, professor do IFRJ e integrante do movimento Fé e Politica.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo