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Sobre a natureza da religião

Autora: Juliana Henrique

Capa do livroSobre a natureza da religião
http://www.autografia.com.br/loja/sobre-a-natureza-da-religiao/detalhes

“O trabalho de Juliana contribui com a crítica à religião como sistema racional ou institucional, propondo, em vez disso, uma religião que, partindo da experiência vital, contribua, por meio de um diálogo respeitoso, para a superação de todas as formas de intolerância e de violência em nome de Deus. Dessa forma, colabora com o empoderamento de valores éticos que humanizem as relações humanas. Com a análise da contribuição de Hume quanto à questão religiosa, Juliana fortalece a compreensão da religião, não tanto como controle do comportamento das pessoas com vistas à vida futura, mas como promoção de sua liberdade e dignidade na vida presente”.
I l d o B o h n G a s s
Secretário de Formação do Cebi

Qual a importância do livro para a sociedade?
O livro insere-se num contexto, ontem e hoje, no qual o debate sobre a religião/as religiões é urgente. Enfrentamos um cotidiano – as relações humanas – a escola, a política repleto de religião, e por vezes contrariamente, a academia e os movimentos que ignoram a presença da religião, considerando-a apenas um resultado de irracionalidade e superstição. O fato de ignorar os múltiplos fenômenos religiosos, associado a interesses escusos de dominação de defender a tese de uma religião verdadeira, que tem o único objetivo de obter um meio de vida e adquirir poder e riqueza neste mundo. Pois bem, unindo religião e ciência, objetivamos:

– Defender a tese, a partir de Hume, Jung, Eliade, Otto, que a natureza da religião pauta-se na natureza humana, logo a religião não se encontra num plano sobrenatural;
– Denunciar a religião enquanto elemento de alienação e legitimação das injustiças no mundo;
– Anunciar a religião como construções de sentidos que constroem a dignidade humana, a justiça e o direito como a expressão de melhores sonhos para a humanidade aqui e agora;
– Provocar a construção de seres humanos que avaliem suas experiências e busquem construções humanas;
– Afirmar que a religião é monopólio da natureza humana, e que é um fenômeno universal e diverso. E que as primeiras religiões não nasceram de uma contemplação do universo, mas de uma preocupação referente aos acontecimentos do dia a dia e dos instintos naturais que influenciam o espírito humano, como o medo e a esperança;
– Constatar que assim como as culturas, as religiões precisam de constante avaliação das pessoas sujeitas, pois as práticas religiosas não devem ferir os direitos das pessoas humanas, muito menos estabelecer uma escala de valores entre homens e mulheres;
– Provocar seres de “outro mundo” em seres deste mundo;
– Desconstruir que transcendência e imanência, sentimento e pensamento, corpo e espírito, masculino e feminino, se contrapõe.

Por que?
– Porque vidas negras importam
– Porque vidas indígenas importam
– Porque vidas lgbtqueer+ importam
– Porque as terras que geram alimentos e produz vida importam
– Porque a previdência e os direitos trabalhistas importam
– Porque as mulheres importam
– Porque os ateus importam
– Porque as mulheres consideradas bruxas importam

Colaboração de:
– Ivone Gebara
– Iuri Andreas Reblin
– Ildo BohnGass
– Iyá Lúcia de Omidewá
– Marcelo Barros
– Monja Coen

Mantra:
“Olha quem deu esse nó, não soube dá
Esse nó “tá” dado, eu desato já”

 

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