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O PAD SEMPRE TEVE LADO: O DA DEFESA DA DEMOCRACIA

Processo de Articulação e Diálogo Internacional

O PAD – Processo de Articulação e Diálogo Internacional é uma rede formada por agências ecumênicas européias e entidades parceiras no Brasil (movimentos sociais, entidades ecumênicas e organizações não governamentais) que tem como objetivo central promover reflexões e ações experimentais relacionadas aos temas das relações de cooperação, do desenvolvimento, dos bens comuns, da desigualdade e dos direitos humanos.

As agências que integram o PAD são provenientes de diversos países europeus, e as organizações brasileiras atuam na Amazônia, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, conferindo à articulação abrangência e diversidade.

Atualmente o PAD está estruturado em dois Grupos Temáticos, Grupo Bens Comuns e Grupo Criminalização das Lutas Sociais e Direitos Humanos e, uma Coordenação Executiva composta por representação dos Grupos Temáticos e pelas agências de cooperação. A sua estrutura comporta ainda uma secretaria executiva, um escritório de apoio e assessoria de comunicação.

Criado em 1995, o PAD orientou sua atuação na busca da promoção de uma nova cultura de diálogo multilateral e na construção de um espaço de compreensão das políticas de cooperação internacional.

O ecumenismo e o multilateralismo sempre foram valores norteadores desta articulação. A interação e a parceria ativa entre agências de cooperação e parceiras brasileiras é um valor intrínseco a estrutura da rede, que se pauta pela busca de uma nova solidariedade entre o Sul e o Norte e entre povos do Sul.

O diálogo tem se firmado como elemento essencial para a construção de um trabalho comum que favorece o combate aos retrocessos, às desigualdades e a busca por afirmação dos direitos humanos. A rede tem se firmado como um espaço de troca, formação e produção de conhecimento entre as organizações no Brasil e as agências de cooperação ecumênicas.

O PAD organiza sua atuação a partir de um objetivo geral e três linhas de ação.

OBJETIVO GERAL

Promover, em um ambiente multilateral de diálogo, a leitura crítica sobre o modelo de crescimento e seus impactos sobre os DhESC(A) no Brasil, favorecendo a incidência política da sociedade brasileira civil organizada (movimentos sociais, ONGs e organizações ecumênicas) e das agências na cooperação ecumênica com repercussões na comunidade internacional.

LINHA DE AÇÃO

  • Bens Comuns
  • Criminalização das Lutas Sociais e Direitos Humanos

As ações são organizadas em plano de ação bianuais, monitorados e revistos a cada período de quatro meses pela coordenação executiva.

O PAD é apoiado por agências ecumênicas internacionais de cooperação.

LEIA A NOTA SOBRE O MOMENTO NACIONAL

O Brasil passa por um dos momentos políticos mais tensos da sua história. O país está dividido, desde a divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.O candidato ultraconservador, Jair Bolsonaro chegou em primeiro lugar, com 46% dos votos, contra 29% de Fernando Haddad, em segundo.

 Neste momento crítico da política brasileira é preciso ter ladoNão se trata de duas opções políticas, mas sim de uma posição  entre a democracia e o autoritarismo. A diferença dos candidatos e o que representam não são apenas projetos políticos diferentes. Jair Bolsonaro sempre teve discurso autoritário, já o Partido dos Trabalhadores, do qual Fernando Haddad é o candidato, nasceu e cresceu na democracia. Temos dois projetos políticos em disputa: o do candidato Jair Bolsonaro –   na direção da privatização e perda de direitos, e o Fernando Haddad, no campo democrático popular que defende a garantia dos direitos constitucionais e os espaços democráticos de participação popular como legado da história democrática do país.

Os resultados das eleições trouxeram um clima de medo nas ruas de muitas cidades brasileiras. O candidato Jair Bolsonaro tem um discurso político controverso, cheio de declarações machistas, racistas, homofóbicas e que violam os direitos humanos. Desde o último domingo, após a divulgação dos resultados das urnas, há relatos de dezenas de homossexuais agredidos por seus eleitores e o assassinato do capoeirista Moa do Catendê, em Salvador (BA), na madrugada da última segunda-feira (8). Moa levou 12 facadas de um eleitor de Bolsonaro, após numa discussão política, argumentar que o jovem eleitor precisava entender, que ele, “como negro tinha consciência do quanto o negro lutou para chegar onde chegou e o quanto Bolsonaro poderia tirar essas conquistas se chegasse ao poder”.

 Vivemos um momento limítrofe e é preciso que toda sociedade escolha entre a civilização ou a barbárie no próximo dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais.

 Em seu discurso no primeiro turno, Bolsonaro afirmou: “Vamos colocar um fim em todo ativismo no Brasil”. Vale lembrar que foram milhares de ativistas e militantes de organizações e movimentos sociais que lutaram pela redemocratização do Brasil nos últimos 30 anos e que muitos morreram para que pudéssemos ter direito ao voto direto. O candidato também ameaçou o meio ambiente, afirmando que impedirá que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais – IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade -ICMBIO multem empreendimentos por violações ambientais. Em entrevistas anteriores também disse que a polícia teria “que atirar para matar” e que eleito revogará o estatuto do desarmamento.

 O Pad, desde sua criação apoia a democracia, os direitos humanos e consolidação do Estado Democrático de Direitos. Neste momento triste da nossa história, convocamos todos e todas pela defesa do nosso bem maior: a democracia do nosso país.

 Processo de Articulação e Diálogo Internacional – PAD

Outubro de 2018.

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