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Escola do MST desenvolve embalagens sustentáveis de banana verde

Por Blog do Thame - 18/set/2018

O projeto “Embalagens sustentáveis de banana verde”, de autoria do professor Robson Almeida da Silva, do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) da Floresta e Chocolate Milton Santos, no município de Arataca, no Sul da Bahia, foi um dos cinco vencedores do Nordeste indicados ao prêmio nacional “Respostas para o amanhã”.

O projeto, desenvolvido em sala de aula com estudantes do curso técnico de nível médio em Meio Ambiente, tem a proposta de dar um novo destino à banana verde produzida, pelo fato de ser abundante na região. A ideia é fabricar embalagens sustentáveis de banana verde como copos, bandejas e outras vasilhas que acondicionem alimentos, que têm grande capacidade de decomposição quando descartadas na natureza. “A necessidade de encontrar alternativas viáveis e sustentáveis para agregar valor às bananas produzidas na comunidade gerou uma discussão sobre a diversidade de matéria-prima existente na região”, destacou Robson.

O professor, que está feliz pelo reconhecimento, ressalta que “as embalagens podem revolucionar a indústria de recipientes, uma vez que as pessoas no mundo inteiro estão buscando novas possibilidades para diminuir o uso de embalagens plásticas derivadas do petróleo, na tentativa de minimizar os danos provocados à natureza.

Assentamento Terra Vista

Assentamento Terra Vista foi uma grande vitória do MST na região do cacau. Com a crise da vassoura de bruxa nos anos 80 ao início dos anos noventa, especialmente no ano de 1992, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ocupou a Fazenda Bela Vista. Depois de cinco despejos a área foi decretada para interesse social e se consolidou em julho de 1994 tornando-se Assentamento Terra Vista. Essa vitória passou a ser a vitória mais importante para a expansão do MST em todo território da Bahia e cravou uma grande derrota aos latifundiários e aos coronéis da região do cacau.

O Assentamento está localizado no município de Arataca entre Itabuna e Camacan, ao lado da BR 101.

Com 913 ha de terras, a área possui 313 ha de Mata Atlântica preservada, totalizando 40% da área de preservação e está em torno da área de amortecimento do Parque Nacional Serra das Lontras. Possuem 300 ha de cacau cabruca que há 18 anos vem realizando a transição agroecológica e está com toda a sua regularização Ambiental, com 92% da Mata Ciliar recuperada e todas as nascentes.

Atualmente, no Assentamento moram na comunidade 55 famílias assentadas onde o é referência em preservação ambiental, agroecologia e produção de mudas de espécies da Mata Atlântica. Possui psicultura, curral com criação de vacas leiteiras, Agroindústria com capacidade de produção de vários produtos, cultivo de frutíferas e hortaliças, reconhecidas como Produção Orgânica pelo IBD Certificações, e um viveiro que produz 150 mil mudas por ano, com estrutura de um minhocário ao lado. É também referência na produção de cacau orgânico e Chocolate fino.

Terra Vista em meados dos anos 2000: 

Imagens de teiadospovos

Terra Vista atualmente, após as práticas, cultivos e manejos de Agroecologia:

Imagens de teiadospovos

 

 

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4 Comentários

  1. O Assentamento Terra a Vista mostra a viabilidade da reforma agrária e a necessidade de sua ampliação em todos os continentes, de acordo com o modelo desenvolvido por esta comunidade por quem tenho profundo respeito e admiração.

  2. Continuem com esse trabalho voltado pra agroecologia, educação ambiental e cidadania, mesmo sem o reconhecimento devido. Desejo-lhes sorte e vida longa. Saudações.

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