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Entrevista com Leonardo Boff

Uma entrevista histórica de Leonardo Boff transmitida pela “rede do Bem” da TV 247 e Paz e Bem- conversa com Mauro Lopes e Regina Zappa na inauguração dos estúdios da TV 247 no Rio de Janeiro. Conversam sobre o Dia da Terra (22 de abril), trajetória pessoal e a conjuntura atual. A entrevista é carregada de esperança (duração: 63 min.)

Assista ao vídeo aqui

O jornalista Mauro Lopes, do canal “Paz e Bem” entrevista Leonardo Boff sobre o Dia da Terra, criado pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, um ativista ambiental histórico em 1970. Leonardo Boff falou na “rede do Bem” formada pela TV 247 e pelo Paz e Bem.

Boff é uma inspiração para o canal Paz e Bem. Em 14 de dezembro passado, fez 80 anos. Para celebrar sua presença entre nós, fizemos 10 programas, assentados em um recorte de sua obra, que foram ao ar entre 11 e 20 de dezembro (programas 28 a 37).

A entrevista foi para celebrar o Dia da Terra, da Mãe Terra, Pacha Mama. Há dois documentos universais e decisivos que nos últimos anos contemplaram o planeta e nosso destino: a “Carta da Terra”, em 2000, e a encíclica “Laudato Si, sobre o cuidado da Casa Comum”, do Papa Francisco, em 2015.

Nos dois documentos está impressa a digital, a mente e o coração de Leonardo Boff. Ele é um dos autores da Carta da Terra e alguns de seus livros e artigos foram fundamentais na elaboração da Laudato Si.

O início da encíclica é belíssimo porque retira a Terra da condição de objeto e a recoloca no lugar que São Francisco a havia considerado: sujeito, pessoa, irmã. Uma pobre entre os pobres que nela habitam:

Início da Laudato Si:

“1. LAUDATO SI’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor – cantava São Francisco de Assis. Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços: ‘Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras’.

2. Esta irmã clama contra o mal que lhe provocamos por causa do uso irresponsável e do abuso dos bens que Deus nela colocou. Crescemos a pensar que éramos seus proprietários e dominadores, autorizados a saqueá-la. A violência, que está no coração humano ferido pelo pecado, vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que ‘geme e sofre as dores do parto’ (Rm 8, 22). Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos.”

O início da Carta da Terra debruça-se sobre a tragédia e a esperança:

“Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações”.

O livro mais recente de Boff, o 118º, “Reflexões de um velho Teólogo e Pensador”, celebra e medita sobre sua trajetória aos 80 anos. Ele dedica largo espaço à Mãe Terra.

É uma injeção de esperança ouvir frei Leonardo Boff, aprender com o velho pensador, profeta perseguido,  ouvir e beber de suas palavras.

Acompanhe o canal: https://pazebem.org/canal-paz-e-bem/

 

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